quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Demasiadas palavras, fraco impulso da vida.

  Meu ultimo desabafo, meu ultimo suspiro, meu ultimo grito de angustia, minhas ultimas palavras dessa saudade que machuca.
  A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta.
   Eu sempre disse a mim mesma: é claro que isso passa. É claro que eu vou esquecê-lo, e um dia esse vazio vai ser preenchido dentro de mim..Parece até que isso era uma espécie de talismã pra que eu pudesse continuar toda vez que via alguma foto sua, toda vez que alguém mencionava seu nome, quando eu involuntariamente relia cartas antigas, sentia seu perfume na rua ,toda vez que acordava assustada com os meus sonhos, ou em alguma noite que não conseguia dormir com medo da chuva.dejando a sua companhia, nem que fosse só pra me abraçar. É, mas no fundo eu também sabia que esse talismã não servia pra nada. Porque quando alguém me perguntava por ele, meu coração continuava acelerando, quando eu sentia seu perfume, minhas pernas ainda ficavam bambas, e quando eu sonhava com ele, eu continuava acordando encolhida agarrando o travesseiro ou o ‘junior’ numa tentativa fracassada de substituí-lo.
   A verdade é que, eu sempre achei que seria triste tirar esse sentimento de dentro de mim.Eu me agarrava à beiradinha do meu amor, implorando pra que ele ficasse, ainda que doesse mais do que cabe em mim, eu implorava pra que pelo menos esse amor que eu sinto não me deixasse, que pelo menos ele, ainda que insuportável, não desistisse.
   Sim, no lugar mais íntimo do meu eu, eu sabia que não ia passar, porque eu não queria que passasse. E toda vez que eu o encontrava, me vinha na mente tudo aquilo que eu insistentemente fingia tentar esquecer. Toda vez que o encontrava eu continuava a sentir um embrulho no estômago e um calafrio que só a sua presença podia causar (...)
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" Antes de você, minha vida era uma noite sem lua. Muito escura. Mas haviam estrelas - pontos de luz e razão.E aí você apareceu no meu céu como um meteoro.
De repente tudo estava pegando fogo. Havia brilho, havia beleza.
Quando você não estava mais la, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou escuro.
Nada havia mudado, mas os meus olhos haviam ficados cegos com a luz.
Eu não conseguia mais ver as estrelas.
E não havia mais razão pra nada. "

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