quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Castigada.

Não existe poesia

que me conforte aqueça-me por dentro
nada que fale e escreva me faz sorrir sentir-me feliz novamente
a vida foi ingrata
só conheci tristeza dor e desprezo
aonde plantei amor colhi dor
restou-me só lembranças da infância
de quando era feliz e não conhecia o amor
onde foi que eu errei ?
o que fiz para merecer tamanho castigo ?
porque o sol não nasceu e me iluminou ?
porque meus sonhos são sombrios ?
Hoje meu peito dói
meu coração apertado mal consegue bater
e sangra compridas lágrimas de sangue.
tudo que tinha de melhor dividi
e a mim nada restou
Não quero glória, quero amor !
porque não me olha como verdadeiramente eu sou
se tem capacidade pra enxergar meus defeitos
porque não vê minhas virtudes ?
Vou seguindo sozinho meu caminho
Não quero mais chorar
sentir dor ou procurar nada entender
o que é pra ser assim será
o que é meu ainda não chegou
vou seguindo meus versos de solidão
deixo em linhas um pouco da minha vida sozinha
vida de amor e solidão.
O que você fez...
Pobre dessa poeta castigada.

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